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Histórico político pode ajudar na avaliação dos candidatos

Especialistas recomendam analisar propostas, histórico, atribuições dos cargos, partidos e financiamento de campanha antes de definir o voto

A menos de duas semanas do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, eleitores de todo o país entram na reta final para definir seus candidatos a presidente da República, governador, senador e deputados federal, estadual ou distrital.

Em meio ao grande volume de informações da campanha eleitoral, especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam critérios que podem auxiliar o eleitor a analisar as opções disponíveis. Entre eles estão conhecer as atribuições de cada cargo, pesquisar propostas e trajetórias e compreender o papel dos partidos no sistema político brasileiro.

Também é importante consultar fontes oficiais sobre candidaturas, patrimônio declarado, financiamento de campanha e programas apresentados à Justiça Eleitoral.

1. Defina suas próprias prioridades

Antes de comparar candidatos, o eleitor pode identificar quais questões considera prioritárias para si e para sua comunidade.

Saúde, educação, segurança pública, geração de emprego, economia, infraestrutura, meio ambiente e políticas sociais são exemplos de temas que podem receber pesos diferentes de acordo com as necessidades e visões de cada pessoa.

A partir dessa definição, torna-se possível comparar de forma mais objetiva o que cada candidatura propõe para essas áreas.

2. Entenda o que cada cargo pode fazer

Conhecer as competências do cargo disputado ajuda a identificar propostas que podem ou não ser executadas pelo candidato caso seja eleito.

Presidente e governadores exercem funções do Poder Executivo. Deputados e senadores atuam principalmente na elaboração e votação de leis, fiscalização do Executivo e discussão dos orçamentos públicos.

Deputados também participam da definição da destinação de recursos por meio de emendas parlamentares, mas não exercem diretamente as funções administrativas próprias do Executivo.

Entender essa diferença pode ajudar o eleitor a avaliar a viabilidade das promessas apresentadas durante a campanha.

3. Pesquise histórico, propostas e financiamento

Outro ponto indicado pelos especialistas é analisar a trajetória dos candidatos.

No caso daqueles que já exerceram cargos públicos, o eleitor pode pesquisar votações, projetos apresentados e posicionamentos adotados durante os mandatos anteriores.

Também é possível verificar propostas de governo, declarações de bens, prestações de contas e informações sobre financiamento eleitoral nos sistemas disponibilizados pela Justiça Eleitoral.

Comparar o discurso atual com a atuação anterior pode fornecer informações adicionais para a decisão individual do eleitor.

4. Conheça também o partido

A avaliação não precisa ficar restrita ao candidato. Os partidos possuem programas, bancadas, alianças e posições sobre diferentes temas.

No Poder Legislativo, por exemplo, lideranças partidárias podem estabelecer orientações de bancada durante determinadas votações.

Por isso, conhecer o programa da legenda, seu histórico de votações e suas alianças permite compreender melhor o ambiente político no qual o candidato poderá atuar depois da eleição.

5. Entenda os chamados “puxadores de voto”

Nas eleições para deputados federais, estaduais e distritais, é utilizado o sistema proporcional.

Nesse modelo, os votos recebidos pelos candidatos também influenciam o desempenho de seus partidos ou federações na distribuição das cadeiras legislativas, observadas as regras eleitorais.

Por esse motivo, candidatos com votação expressiva podem contribuir para a eleição de outros integrantes da mesma legenda ou federação.

Antes de votar para o Legislativo, o eleitor pode pesquisar não apenas seu candidato, mas também os demais nomes que integram a legenda ou federação.

6. Prepare-se para o dia da eleição

O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado em 4 de outubro. Cerca de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a participar da votação, segundo os dados apresentados na reportagem.

O eleitor pode levar uma anotação em papel com os nomes e números de seus candidatos para consultar durante a votação.

Celulares, câmeras, filmadoras ou outros equipamentos capazes de registrar o voto não podem ser utilizados na cabine. A medida busca preservar o sigilo do voto.

A legislação permite manifestação individual e silenciosa de preferência política por meio de itens como camisetas, broches, adesivos e bandeiras. Manifestações coletivas ou abordagens destinadas a influenciar outros eleitores no local de votação são proibidas.

A combinação entre informação, consulta a fontes oficiais e comparação das propostas permite que cada eleitor estabeleça seus próprios critérios e tome sua decisão de maneira consciente.

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