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Febre do Nilo Ocidental: saiba quais regiões registraram casos em 2026

Casos foram registrados em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto; esta é a primeira vez que São Paulo confirma infecções humanas pela doença

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou os dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental no estado. Os pacientes são uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, e uma adolescente de 18 anos, residente em São José do Rio Preto.

Segundo as autoridades de saúde, a mulher informou ter viajado recentemente para a região amazônica e já está recuperada. A adolescente permanece internada sob cuidados médicos. As equipes de vigilância epidemiológica investigam os locais prováveis de infecção dos dois casos.

Primeiros casos humanos confirmados em São Paulo

A confirmação representa um marco para a vigilância epidemiológica paulista, já que é a primeira vez que o estado registra casos humanos de febre do Nilo Ocidental. A Secretaria de Saúde informou que as investigações continuam para identificar como e onde ocorreu a transmissão.

A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), Tatiana Lang D’Agostini, destacou a importância do acompanhamento permanente da situação e das ações de prevenção.

O que é a febre do Nilo Ocidental?

A febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral causada pelo vírus do Nilo Ocidental, pertencente ao grupo dos arbovírus, que também inclui vírus responsáveis por doenças como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela.

A transmissão ocorre principalmente pela picada de mosquitos infectados do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas. Os mosquitos podem adquirir o vírus ao se alimentar do sangue de aves infectadas.

A infecção pode não provocar sintomas. Quando há manifestações clínicas, a maioria dos casos apresenta sintomas leves, mas algumas pessoas podem desenvolver formas graves que afetam o sistema nervoso.

Quais são os sintomas?

Entre os sintomas associados à febre do Nilo Ocidental estão:

  • febre;
  • mal-estar;
  • falta de apetite;
  • náuseas e vômitos;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • dor nos olhos;
  • manchas na pele;
  • aumento dos gânglios linfáticos.

Em casos mais graves podem surgir confusão mental, tremores, convulsões e alterações do nível de consciência. A doença também pode provocar encefalite, meningite e outras complicações neurológicas.

Pessoas que apresentem sintomas compatíveis devem procurar atendimento médico, principalmente quando houver histórico de exposição a regiões onde existe circulação do vírus.

Não há vacina nem antiviral específico

Atualmente, não existe vacina nem tratamento antiviral específico disponível para seres humanos contra a febre do Nilo Ocidental.

O tratamento é direcionado aos sintomas e pode envolver repouso, hidratação e acompanhamento médico. Em casos graves, pode ser necessária internação hospitalar ou atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Como prevenir a doença?

Como a transmissão ocorre pela picada de mosquitos infectados, as principais medidas de prevenção incluem:

  • utilizar repelente conforme as orientações do fabricante;
  • usar roupas que reduzam a exposição da pele;
  • instalar telas em portas e janelas;
  • eliminar recipientes que possam acumular água;
  • evitar o descarte de lixo em locais que favoreçam a proliferação de mosquitos;
  • evitar contato ou manuseio de animais encontrados mortos;
  • reforçar os cuidados principalmente entre o entardecer e o amanhecer, período de maior atividade dos mosquitos Culex.

Situação em outros estados

Além dos dois casos confirmados em São Paulo, o Ministério da Saúde informou que Santa Catarina também confirmou dois casos em 2026, sendo que um deles evoluiu para óbito. Há ainda um caso provável no Piauí. A pasta acompanha as investigações e mantém ações de vigilância epidemiológica e laboratorial no país.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento, diagnóstico e tratamento para casos suspeitos ou confirmados, conforme a gravidade do quadro.

Vigilância continua em São Paulo

A confirmação dos primeiros casos humanos no estado levou as autoridades paulistas a reforçarem a vigilância epidemiológica. As investigações devem ajudar a identificar os locais prováveis de transmissão e orientar novas medidas de prevenção.

A população deve ficar atenta aos sintomas e adotar medidas para reduzir a exposição aos mosquitos, especialmente em áreas onde exista suspeita ou confirmação da circulação do vírus.

Fonte: Agência Brasil, Ministério da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

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